quarta-feira, 8 de junho de 2011

Glorificai a Deus, no Vosso Corpo


O argumento do Apóstolo Paulo é simples. O corpo deve glorificar a Deus, porque pertence a Ele. "Fostes comprados por bom preço. Glorificai, pois, a Deus no vosso corpo e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus." (I Coríntios, 6:20).

Tudo, na cidade de Corinto, era um convite à prostituição do corpo - até os rituais no templo pagão implicavam relações sexuais com as sacerdotisas. Como não podia deixar de ser, o assunto da pureza do corpo fez parte do debate cristão, na igreja de Corinto.

Hoje, como no primeiro século em Corinto, a filosofia do mundo é a prostituição do espírito, seguida pela prostituição do corpo. A filosofia do mundo, quando ensina sobre dois corpos, não consegue ver o amor e fica reduzida à transação carnal. O mundo não consegue ver o amor, porque o amor é dádiva do Senhor. Aquele que recebe, pela fé e pela obediência, o amor divino, não acha correto prostituir o corpo. Ao aprender que o corpo "é o templo do Espírito Santo, que habita em nós", o cristão consegue glorificar a Deus, em seu corpo. A mensagem de Paulo é para Corinto. E é para a igreja de hoje. Para os corpos dos cristãos de hoje.



 Pr. Olavo Feijó

terça-feira, 7 de junho de 2011

Aves sem ninhos


Os pássaros constroem os seus ninhos com materiais retirados da natureza – palha, capim, gravetos e barros – de forma a fazer com que essas habitações sejam verdadeiras fortalezas contra os predadores. 

É muito comum encontrar um ninho escondido em uma árvore, sendo que a cor do material se confunde com a tonalidade do galho. O ninho é feito para garantir sobrevivência e segurança. 

Uma igreja séria constrói o seu “ninho” de forma diferente. Os materiais utilizados na construção do prédio não têm tanta importância quanto a teologia que é adotada pela igreja. 

O mais importante em uma igreja é a espiritualidade e o seu compromisso com as Escrituras. Isso significa que sobrevivência e a segurança da vida espiritual de um crente estão fincados no compromisso de devoção ao Senhor – materializados por meio de oração e estudo das Escrituras, na pregação de uma Palavra verdadeira e na ética da liderança da Igreja. 

Uma Igreja comprometida é aquela que valoriza as suas raízes, cuja história foi escrita por homens e mulheres que lutaram e deram sua vida para que a verdadeira Igreja do Senhor prosperasse. Não mediram esforços em cima de lombo de cavalos, passaram privações para pregar o Evangelho de Jesus. 

Igrejas que estão no centro da vontade de Deus pregam sobre salvação, sobre o pão celestial, enfim, sobre santidade. Uma Palavra que leva aos céus! 

Para alguns, porém, fazer parte de uma Igreja séria e comprometida parece não ser o mais importante. O que vale é satisfazer aos seus desejos. Há crentes impacientes, ansiosos, rebeldes, insubmissos e avessos à disciplina. A permanência em determinada Igreja é condicionada ao tratamento que ele recebe. “Se alguém fala algo que não gosta ou não atende aos seus desejos,  muda de Igreja”. Esse é o pensamento vigente, já que não é difícil encontrar opções. 

Há igrejas  para todos os gostos e tipos: se quero uma benção financeira, vou para uma igreja que prega a Teologia da Prosperidade. Se preciso sair de uma depressão, a saída é ir aos cultos de um pastor que tem uma pregação positiva. Enfim, vivemos uma época em que demônios são entrevistados, em que simbolismos são utilizados nos cultos.

E esses crentes vivem como pássaros sem ninhos. Trocam de igreja como se troca de roupa. Não há vínculos. Não há compromisso. Claro que placas de igrejas não salvam e seríamos levianos em pregar tal inverdade. 

A salvação vem por meio de Cristo Jesus. Mas freqüentar uma igreja  em  de fato é pregada uma Palavra verdadeira (...A fé vem pelo ouvir,e o ouvir a palavra de Deus) resulta em crentes maduros, confiantes  e apaixonados pelo Senhor! 

Rogamos a Deus que Ele nos dê mais sabedoria, mais integridade e unção para sermos sal na terra e não aves sem ninho!

Pr. Aguiar Valvassoura 

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Construindo Pontes


A vida é como um canteiro de obras. Estamos sempre construindo. Nossos sentimentos, nossos relacionamentos e nossas atitudes (de ação ou omissão) formam a base de tudo que construímos ao longo da existência. Essas construções delimitam, por sua vez, os espaços da nossa existência.

“As pessoas vivem solitárias porque constroem muralhas, em vez de pontes”. Há muita verdade contida neste pensamento. É como se ti-véssemos nele a síntese da engenharia do cotidiano. Quem constrói pontes para si está construindo também saídas alternativas, possibilidades de intercâmbio, de interação; trocas tanto de experiências como de afetos.

A vida também é como uma estrada de mão dupla: ida e vinda se alteram. Quem constrói pontes, expande vida, amplia visão, ultrapassa fronteiras, pois as pontes nos põem em contato com o mundo, os outros, levam-nos além de nós mesmos, ao mesmo tempo em que trazem o mundo e as pessoas a nós. Pontes são pontos de contato e podem ser vias de suprimento de carências, mesmo daquelas que tentamos negar.


Já as muralhas são símbolos de isolamento. Isso também é verdadeiro na dimensão psicológica, afetiva e espiritual da existência humana. O isolamento decorre de nossas inseguranças, nossas intolerâncias, nossa inabilidade em compartilhar sentimento, nossa incapacidade de conviver com as diferenças.

São muitas as muralhas que construímos ao longo da vida pela ilusão do poder, do dinheiro, do conhecimento, do status social, dos vários preconceitos sociais, religiosos e raciais etc. Algumas dessas muralhas são edificadas lenta e silenciosamente na alma e no coração. São verdadeiras paredes levantadas pelo ressentimento, pela inveja, pelo rancor, pela arrogância, pela disposição de não perdoar, pela vaidade; enfim, pelo lixo petrificado dentro de cada um de nós.

As pessoas que vivem por trás dessas muralhas são infelizes, solitárias. Não percebem que, à medida que se fecham para os outros, pelo isolamento afetivo e social, fecham-se também para a vida e tornam-se autodestrutivas. Como Ponte divina, Jesus nos transportou de volta para os braços do Pai, e deixou-nos, entre tantas, uma grande lição de humildade. Ao abrir mão da glória, Ele derrubou muralhas, para habitar entre nós e servir-nos em amor. Construiu pontes. Ele se fez o Caminho. Ele transportou dos celeiros celestiais para o coração humano os nutrientes essenciais à vida: o amor, a fé, o perdão. Se posso servir, por que cruzar os braços? 

Construir pontes ou muralhas é decisão de cada um!


Estevam Fernandes de Oliveira

sábado, 4 de junho de 2011

Caducaram as Promessas?


Uma coisa extremamente frustrante é o encerramento de um prazo. Uma expectativa que não pode mais se cumprir pelo tempo já ter passado. 

No Salmo 77:8, quando o salmista busca pela misericórdia de Deus, a sua pergunta é: “Cessou perpetuamente a sua graça? Caducou a sua promessa para todas as gerações?”

Quando no horizonte não existe a menor esperança que algo novo aconteça e reverta o sofrimento e a dor, recorramos mais uma vez as Escrituras Sagradas. Sua esperança não mente, jamais falha. O apóstolo Pedro lembra em sua primeira epístola que a Palavra do Senhor permanece para sempre. 

O Senhor Jesus afirmou: “nem um i ou um til jamais passará da Lei, até que tudo se cumpra”. A Palavra de Deus jamais caduca. 

A chegada do Salvador aconteceu numa visita compulsória a Belém, imposta por um recenseamento romano; no silêncio de uma noite, interrompido pelo cântico de uma multidão de anjos. A Palavra se cumpre com firmeza e de forma inesperada. Tal como um grande quebra-cabeças cada peça se encaixa de forma perfeita.


Pedro alertou que, alguns por incredulidade, desejarão ignorar as promessas da volta gloriosa do Senhor Jesus. Contudo, em cada detalhe, a Palavra eterna do Senhor mais uma vez se cumprirá! 

A seu tempo, o universo se curva para cumprir toda a Palavra de Deus. 

Não caducaram suas promessas!

Pr. André RIbeiro

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Para estarmos certos, temos de pensar certo


O que pensamos quando estamos com liberdade para pensar sobre o que queremos ser – é isso que somos ou logo seremos. A Bíblia tem muita coisa para dizer acerca dos nossos pensamentos; o evangelismo atual não tem praticamente nada para dizer sobre eles. A razão porque a Bíblia fala tanto deles é que os nossos pensamentos são vitalmente importantes para nós. Os nossos pensamentos voluntários não só revelam o que somos; predizem o que seremos. O pensamento instiga o sentimento e o sentimento dispara a ação. Assim fomos feitos, e bem que podemos aceitá-lo. 

Os salmos e os profetas contêm numerosas referências ao poder que o reto pensamento tem de inspirar sentimento religioso e de incitar a conduta certa. “Considero os meus caminhos, e volto os meus passos para os teus testemunhos”. 

Várias vezes os escritores do Velho Testamento nos exortam a aquietar-nos e a pensar em coisas elevadas e santas como fator preliminar para a correção da vida ou de uma boa ação ou um feito corajoso. Paulo recitou uma lista de virtudes e ordenou: “Seja isso o que ocupe o vosso pensamento”

Pensar em Deus e em coisas santas cria uma atmosfera favorável ao crescimento da fé, bem como do amor, da humildade e da reverência. Pelo pensamento não podemos regenerar os nossos corações, nem eliminar pecados, nem mudar as manchas do leopardo.Tampouco podemos com o pensamento acrescentar um côvado à nossa estatura, ou tornar o mal em bem, ou as trevas em luz. Ensinar isso é representar falsamente uma verdade bíblica e usá-la para a nossa própria ruína. Mas, pelo pensamento inspirado pelo Espírito Santo, podemos ajudar a fazer de nossas mentes santuários purificados em que Deus terá prazer em habitar. 

O melhor meio de controlar os nossos pensamentos é oferecer a mente a Deus em completa submissão. O Espírito Santo a aceitará e assumirá o controle dele imediatamente. Depois será relativamente fácil pensar em coisas espirituais especialmente se treinarmos o nosso pensamento mediante longos períodos de oração diária. Praticar longamente a arte da oração mental (isto é, falar com Deus interiormente, enquanto trabalhamos ou viajamos) ajudará a formar o hábito do pensamento santo. 

A.W. Tozer 

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Não abandone seus sonhos...


"...o seu nome está escrito nas minhas mãos” (Is 49:16a). José foi alguém que não abandonou os seus sonhos. É assim que o doutor Maxwell classificou a jornada deste homem. Todos nós sonhamos. Sonhar é viver. Enquanto sonhamos, recordamos que há algo, há alguém que participa e sonha conosco.

Você é parte dos sonhos de Deus. Davi, no Salmo 139:13-14, informa-nos que não somos fruto do acaso. Não somos um cruzamento de um espermatozóide buscando um óvulo amadurecido. Ele diz que Deus sonhou conosco.

Observe: “Tu criaste cada parte do meu corpo; tu me formaste no ventre de minha mãe. Tudo o que fazes é maravilhoso, e eu sei isso com todo o coração”.

Você é parte do sonho de Deus. Não desista de você... Deus não desistiu e não desistirá.

Ouça-O: “Mesmo que tua mãe e teu pai te desampararem...Eu não te deixarei”.

Não abandone seus sonhos. Ponha-os de novo nas costas...Deus os levará com você.

Nunca desista porque Deus nunca desistirá de você.



Pr. Aguiar Valvassoura

quarta-feira, 1 de junho de 2011

A vitória do cristão


Deus nos chama a sermos vencedores. O filho de Deus é um vencedor. Quando falamos em vitórias, há várias perspectivas. Há pequenas vitórias com as quais podemos ser contemplados por Deus, mas a vitória do cristão é suprema. A vitória do cristão existe porque estamos em batalha contra o pecado e contra as forças espirituais do mal. Que adversários o cristão é chamado a vencer?

Vitória sobre o inimigo: Quer queiramos ou não, Satanás, o inimigo de Deus, juntamente, com as forças do mal, conspira contra nós. Suas estratégias variam de pessoa a pessoa, nas várias fases da vida e nos diversos contextos. Mas, sejamos sábios ele anda em derredor procurando alguém para devorar. Ele tenta por todos os meios nos afastar da comunhão com Deus. A única forma de obtermos vitória sobre o inimigo está no verdadeiro relacionamento com Deus. Obedeçamos a Deus e busquemos uma vida santa. Em nós mesmos somos limitados, porém, em Cristo podemos vencê-lo.

Vitória sobre o mundo: O mundo está sob o controle do maligno e exerce pressão sobre nós. Ele tenta colocar-nos em sua forma para sermos como seus modelos. Se amarmos o mundo e, seu passageiro esplendor, seremos como peixes fisgados por seus anzóis ou vítimas de sua rede. Só podemos vencê-lo se nosso amor a Deus ultrapassar as suas sutilezas. Alguém poderá dizer que somos tolos ao perdermos todas as ‘oportunidades’ que o mundo oferece. Mas, ao rejeitarmos o mundo seremos sustentados pela poderosa mão de Deus, que nos ajuda a atravessarmos os desertos da vida e nos sustenta com seu amor. Esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé. Maior é Aquele que está em nós do que aquele que está no mundo.


Vitória sobre a carne: Esta inimiga instalou-se dentro da natureza humana pelo pecado original e tem efeitos devastadores. Precisamos de vitória sobre a natureza carnal. Nosso coração necessita ser purificado pelo batismo com o Espírito Santo. O velho homem com ciúme, orgulho, inimizade e coisas como estas precisa ser vencido pela cruz, tem que estar crucificado. Só assim o novo homem ressuscitado com Cristo será manifestado. Somos chamados à vitória e em Cristo somos mais que vencedores. A vitória do cristão não é a visível aos olhos humanos, mas a invisível contemplada pelos olhos de Deus.



Pr. André Ribeiro