quinta-feira, 30 de junho de 2011

Preservando a Herança

Todos herdamos algo de alguém. Mesmo vindo de uma família sem posses ou recursos, recebi de meu pai uma herança extraordinária: a coragem para trabalhar. Líder de uma família numerosa, jamais deixou-nos faltar o necessário, mesmo sendo um operário lavrador. 

Espiritualmente, todos somos herdeiros de algo ou alguém. Nossa igreja herdou a responsabilidade de proclamar e preservar a santidade bíblica, que é muito mais que um chavão ou lema denominacional, mas o pulmão e o coração daquilo que somos e cremos. 

Esta herança não foi legada por John Wesley ou P.F. Bresee ou por qualquer outro homem, mas pelo Deus da eternidade que diz: “Sede santos, porque o Senhor vosso Deus é Santo”. É uma herança que não se gasta, não se corrói, e pode ser passada de uma geração em geração. E assim tem sido feito. Cada vez que um grupo de pessoas, ao redor do mundo, reúne-se em uma das milhares de igrejas do Nazareno, esta herança está sendo preservada – e a missão específica da mensagem da santidade levada adiante. 

Porém, nem sempre é assim. Uma herança pode ser distribuída entre os herdeiros, e estes podem não tomar medidas para que seja preservada. Existem fortunas que desaparecem por completo porque os sucessores daqueles que as conquistaram não souberam como preservá-la e desenvolvê-la. O que a geração dos pais e avós conquistou e acumulou com sacrifício, a dos netos dissipou...! É tão comum, mas a lição nem sempre é aprendida. 

A nossa geração é responsável por preservar e desenvolver a fé que uma vez foi dada aos santos. E deixá-la por herança, em vida, para a geração dos filhos dos filhos dos nossos filhos. 
Amém!



Aguiar Valvassoura

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Não há outro Evangelho!


No anseio de ganhar almas para Cristo, alguns têm adotado mais do que simples métodos e conceitos. Criaram-se hábitos de expressões. Nas últimas décadas, os evangélicos têm abusado de frases como esta: “Aceite Jesus como único Salvador”. 

Mas, será que não estamos a nos afastar demasiadamente dos rudimentos básicos do evangelho de Cristo? Jesus percorria toda a Galileia... pregando o “evangelho do Reino”. 

Antes de encolhermos os ombros, ouçamos o que o mestre declarou: “E será pregado este evangelho do Reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então virá o fim.” 

Paulo afirmou aos cristãos da igreja de Éfeso que passara pelo meio deles pregando o reino. Está na hora de indagarmos sobre a qualidade do evangelho que pregamos. Ao convidarmos materialistas e hedonistas a “aceitaram Jesus”, não estaremos nós transmitindo a ideia errada de que eles podem continuar no antigo estilo de vida? Não temos o direito de comprometer o evangelho do Reino de Deus a favor de caprichos pessoais. 

“Aceitar Jesus” inclui arrependimento, contrição de espírito e rendição total ao senhorio de Cristo. Eis o caminho da santidade. 

As boas novas do Reino de Deus dizem que podemos ter “vida abundante” pelo arrependimento. 

Cristo pagou a nossa conta. Só nos resta morrer para nós mesmos. O cidadão do Reino já entrou em liberdade que está em Cristo e desfruta dos benefícios do novo relacionamento com Deus.

Não se trata de simples maquiagem, mas de uma completa salvação “mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo”. Portanto, o evangelho do Reino ensina que estamos sendo treinados eficientemente na “academia de Deus”, para reinarmos com Ele no dia de sua coroação. O Reino de Deus oferece segurança e bem-estar, pois a autoridade gera a obediência, que desenvolve o caráter e glorifica ao Senhor. Enfim, Deus exige de nós uma devoção total ao senhorio de Jesus Cristo. Dessa forma, “aceitar a Jesus” tem uma significação muito maior. Somos levados a uma vida boa, santa e agradável a Deus. O evangelho é este. Não há outro ! 


Jaime Kratz (missionário pioneiro da Igreja do Nazareno do Brasil) 

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Você está disposto a começar?


“João realizou batismo de arrependimento dizendo ao povo que cresse naquele que vinha depois dele, a saber, em Jesus. E impondo-lhes Paulo as mãos, veio sobre eles o Espírito Santo; e tanto falavam em línguas como profetizavam. Eram ao todo uns doze homens” (Atos 19:2-4, 6-7).

Nós encontramos aqui um grupo de pessoas que conhecia um pouco da Palavra de Deus, mas, ainda assim, sobre um assunto, tinham uma "santa ignorância". “Santa” porque eram ignorantes quanto ao que há de mais santo, que é o Espírito Santo.

O povo de Éfeso, apesar de já ter sido visitado por dois grandes gigantes da fé (Apolo, varão poderoso nas escrituras, capaz de estabelecer debates profundos e sustentá-los, e Pedro, um evangelista carismático), ainda não conhecia nada sobre o Espírito Santo.

Algumas pessoas ainda não foram batizadas com o Espírito Santo porque estão como a igreja de Éfeso, ou seja, mal informadas, não instruídas. Passam anos na igreja pensando que, porque receberam Jesus, tudo já aconteceu. O batismo nas águas pode nos trazer plenitude, visitação, mas não nos traz o batismo com o Espírito Santo.

Outras pessoas têm medo do Espírito Santo porque não querem se expor a uma experiência emocional descontrolada. Você não precisa ter medo do Espírito Santo. Ele só faz o melhor para cada um de nós.

Ele só dá o dom visando o fim proveitoso. Ele não lhe dará um dom que não se ajuste a você.
Alguns não recebem o batismo com o Espírito Santo porque ainda não trataram com o problema do pecado, ainda não se desligaram dos ídolos, principalmente do ego. Continuam se achando melhores que as outras pessoas, superiores. É preciso se esvaziar, tirar tudo, varrer tudo para que o Espírito Santo possa vir e enchê-lo com poder e glória.

Por que não dar um passo de fé e colocar sua vida no altar do Senhor, comprometer-se com Ele e ser-Lhe obediente?

Tenho a certeza de que a bênção virá sobre você. É só começar.

Pr. Aguiar

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Oportunidade de Servir


Há vários anos um cartaz de incentivo a mordomia cristã trazia um slogan “limitados por vezes, privilegiados sempre”. Com o passar do tempo tenho compreendido que a oportunidade de servir a Deus não pode ser bloqueada pelos sofrimentos. No meio das aflições, algumas pessoas descobrem oportunidades de servir que valorizam ainda mais aquilo que fazem ao Senhor como um ato de adoração.

Um exemplo foi o contador Enos Castanho, homem inteligente e hábil com números e palavras, professor cativante que, com zelo, encaminhava pessoas ao Senhor Jesus. Ao atender o telefone ou saudando alguém dizia: “Deus é bom, Jesus te ama”. 

Suas orações eram ricas de promessas das Escrituras. Ao visitá-lo uma vez no hospital enquanto lutava contra um câncer, cheguei para consolá-lo na sua aflição, mas encontrei um homem, que apesar de debilitado fisicamente, conservava a fé e a esperança. Orei por sua saúde, mas ele fez questão de orar por mim. Saí daquele hospital fortalecido. Cheguei para consolar, mas fui consolado. 

Lembro também de Osvaldo Borghi, homem apaixonado pela obra de Deus. Foi um dos primeiros gideões do Estado de São Paulo.
Os gideões são um grupo de homens que imprime e distribui gratuitamente Novos Testamentos em vários locais como escolas, hospitais, quartéis, presídios e hotéis. 

Com cerca de 84 anos, ele sofreu um derrame que deixou seqüelas - não podia andar e esporadicamente vinha aos cultos. Em uma desses vindas ele me fez um pedido: que trouxesse alguns folhetos, pois em seus passeios para tomar sol, na praça que ficava de frente ao seu prédio, entregava com a mão que se movia folhetos evangelísticos às pessoas que passavam ao seu lado.

Diva e Leila, mãe e filha, membros de nossa igreja impedidas de vir à igreja por motivos de saúde, pediram alguma coisa que pudessem fazer em casa pela igreja ainda que fosse apenas orar. 

Deixei uma pequena lista com alguns nomes de missionários, igrejas e pastores que estavam em situação de necessidade. Sem poder vir aos cultos, após cerca de um mês, solicitaram outra visita, assim que chegamos, perguntavam com interesse pelos nomes daquela lista e disseram que todos os dias oravam por aqueles missionários e pastores.

Aflições algumas vezes podem limitar o nosso corpo, mas nosso espírito é livre para adorar e servir ao Senhor. No meio das limitações podemos encontrar oportunidade de servir que nunca serão pesadas, mas um privilégio de servir a Cristo.

Pastor André Ribeiro

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Vigie os teus olhos


Duas vezes por ano uma emissora de TV consegue paralisar milhões de pessoas que ficam hipnotizadas ao assistirem a um programa que pode ser classificado como o pior que há na TV brasileira.

Esta programação, em que mulheres e homens ficam trancados dentro de uma casa e cujo cotidiano, diga-se recheado de promiscuidades e imoralidades, veiculada  diariamente influencia o comportamento e as conversas de muitas pessoas.

Roma, um dos maiores impérios que o mundo conheceu, teve o seu fim sentenciado pela depravação dos valores morais do seu povo, principalmente pela banalização do sexo.

E o que vemos em nossos dias é a reprodução de cenas de uma sociedade depravada. Só que com a ajuda da tecnologia que expõe cenas degradantes maquiadas como se fossem comportamentos corretos a serem seguidos.
 
 O fato é que esta – assim como outras - é um tipo de programação que um autêntico cristão, lavado no sangue de Cristo e conhecedor da Palavra de Deus, não deve assistir.

O Senhor diz que nós devemos guardar os nossos olhos para não sermos contaminados. “São os teus olhos a lâmpada do teu corpo; se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo será luminoso; mas, se forem maus, o teu corpo ficará em trevas”, Lc. 11:34. 

A qualidade de nossa vida espiritual depende muito da forma como é o nosso relacionamento com Deus. Se tenho uma vida diária de oração, de meditação na Palavra e de trabalho na Igreja, o meu tempo é ocupado com as coisas do alto. Mas, se meu tempo é todo direcionado para as coisas terrenas – fico satisfeito de ir a igreja apenas aos domingos e sequer tenho um minuto para Deus durante a semana –, com certeza, sou alvo frágil de programas como esse.

 Sem perceber, vou me contaminando com as coisas do mundo e me afastando da presença de Jesus. Aqueles que ficam amigos do mundo, se tornam inimigos de Deus.

 Não se deixe contaminar por coisas tão baratas quando a sua vida foi paga por um alto preço.

Vigie os teus olhos! Se você assiste a uma programação inadequada, pare.

Utilize o seu tempo com atividades que realmente importam. Leia a Bíblia, ore, frequente à igreja, fortaleça a sua fé, fique com os seus filhos e com sua família.

Não negocie a sua primogenitura!


Pastor Aguiar

terça-feira, 14 de junho de 2011

As dádivas do Espírito


“Então todos viram coisas parecidas com chamas, que se espalharam como línguas de fogo; e cada um foi tocado por uma dessas línguas” (Atos 2:3)

Não podemos viver sem a presença do Espírito Santo. Ele é Aquele que gera o caráter de Cristo em nós. O Espírito Santo traz o fogo de Deus. O fogo é instrumento de limpeza e purificação. Fogo também é símbolo de energia, força e poder. 



Gera autoridade e unção. Instrumento de Deus para queimar o pecado, limpar a vida, e gerar poder sobre o pecado, a carne e o diabo. O Espírito Santo traz a autoridade de Deus. Vida cheia do Espírito gera convicção e fé. O Espírito nos dá também segurança na interpretação das Escrituras.

 “Ele vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito” (Jo 14:26) 



O Espírito traz a graça de Deus. “Estevão, cheio de graça e poder”. A graça dá a aparência de um anjo àquele que a tem abundantemente.O Espírito é aquele que fala por meio dos crentes que se submetem a Ele, e inclina o coração da-queles que O ouvem para que se rendam ao evangelho. Necessitamos da profusão do Espírito para sermos testemunhas do Senhor Jesus. Não para sermos “supercrentes”, mas para atingirmos a sociedade, por meio de um testemunho irresistível. 


Pensamento: O fogo de Deus em nossas vidas serve para nos purificar das escórias que, inconscientemente, vão sendo incorporadas ao longo, da jornada para a Nova Jerusalém celestial.


 Oração: Senhor, permite-nos que esse fogo purificador passe em nós e nos tornemos semelhantes a Jesus. Em Cristo, amém. 

Pastor Aguiar

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Para estarmos certos, temos de pensar certo


O que pensamos quando estamos com liberdade para pensar sobre o que queremos ser – é isso que somos ou logo seremos. A Bíblia tem muita coisa para dizer acerca dos nossos pensamentos; o evangelismo atual não tem praticamente nada para dizer sobre eles. A razão porque a Bíblia fala tanto deles é que os nossos pensamentos são vitalmente importantes para nós. Os nossos pensamentos voluntários não só revelam o que somos; predizem o que seremos. O pensamento instiga o sentimento e o sentimento dispara a ação. Assim fomos feitos, e bem que podemos aceitá-lo. 

Os salmos e os profetas contêm numerosas referências ao poder que o reto pensamento tem de inspirar sentimento religioso e de incitar a conduta certa. “Considero os meus caminhos, e volto os meus passos para os teus testemunhos”. 


Várias vezes os escritores do Velho Testamento nos exortam a aquietar-nos e a pensar em coisas elevadas e santas como fator preliminar para a correção da vida ou de uma boa ação ou um feito corajoso. Paulo recitou uma lista de virtudes e ordenou: “Seja isso o que ocupe o vosso pensamento”. Pensar em Deus e em coisas santas cria uma atmosfera favorável ao crescimento da fé, bem como do amor, da humildade e da reverência. 


Pelo pensamento não podemos regenerar os nossos corações, nem eliminar pecados, nem mudar as manchas do leopardo.Tampouco podemos com o pensamento acrescentar um côvado à nossa estatura, ou tornar o mal em bem, ou as trevas em luz. Ensinar isso é representar falsamente uma verdade bíblica e usá-la para a nossa própria ruína. Mas, pelo pensamento inspirado pelo Espírito Santo, podemos ajudar a fazer de nossas mentes santuários purificados em que Deus terá prazer em habitar. O melhor meio de controlar os nossos pensamentos é oferecer a mente a Deus em completa submissão.


O Espírito Santo a aceitará e assumirá o controle dele imediatamente. Depois será relativamente fácil pensar em coisas espirituais especialmente se treinarmos o nosso pensamento mediante longos períodos de oração diária. Praticar longamente a arte da oração mental (isto é, falar com Deus interiormente, enquanto trabalhamos ou viajamos) ajudará a formar o hábito do pensamento santo. 

A.W. Tozer